sexta-feira, 4 de agosto de 2017

FRAMES-RETRÔ: A vidência pode ser um dom ou uma maldição “Na Hora da Zona Morta”

Fábio Pereira 
xanderfbi@hotmail.com 

Quem nunca quis ter a capacidade de prever o futuro? Como um adepto de um ceticismo ao estilo Dana Scully de ser, - no que concerne a videntes - confesso que não tenho fé nos sensitivos, mesmo porque nunca houve provas concretas de que eles são, de fato, genuínos. Mas não estamos aqui para falar de minhas crenças pessoais, mas sim de uma das melhores adaptações para o cinema de um livro do consagrado Stephen King. 
A vidência pode ser um dom ou uma maldição. Isso é muito subjetivo e, no caso do personagem de Christopher Walken, demora um filme inteiro para que ele chegue à sua conclusão (a qual não revelarei aqui, obrigando você a assistir ao filme). Mas, em relação à trama, posso te adiantar uma breve sinopse, sem spoilers, é claro. Johnny Smith (Christopher Walken, de “Metido em Encrencas”) é um professor de literatura inglesa e leva
Nem os médicos escapam do aperto de mão fatal de Johnny
uma vida bem normal. Tem um bom emprego, um carro e, o mais importante: uma apaixonada noiva. Mas, como nada nas adaptações de Stephen King para o cinema é um mar de rosas, Smith sofre um acidente - envolvendo um motorista de caminhão que dorme ao volante - e acaba em coma. Após acordar, ele não demora muito para perceber que adquiriu habilidades que mudarão sua vida para sempre (para os fãs do velho formato VHS, essa sinopse merecia estar numa contracapa de uma fita, não concordam? rs)

Não esperem efeitos especiais espetaculares ao estilo de “O Vidente”, de 2007, com Nicolas Cage. “Na Hora da Zona Morta”, de David Cronenberg (do gosmento “A Mosca”), foi lançado em 1983, meninos e meninas! Mas, mesmo há 34 anos, a trama ainda se mostra bastante atraente, principalmente pelos efeitos psicológicos que o acidente e a vidência repentina causam no personagem de Walken. Falando mais sobre ele, nem preciso ressaltar que sua interpretação emblemática carrega quase o filme inteiro nas costas. E eu digo quase, porque no último ato da película entra em cena o experiente
Martin Sheen como o candidato sem escrúpulos: lembraram de alguém?
Martin Sheen, na pele de um candidato ao senado americano que não mede escrúpulos para alcançar seus objetivos. Completando os destaques no elenco temos Tom Skerritt (do visceral “Alien – O Oitavo Passageiro”) numa atuação menor, mas correta, além de Brooke Adams (do ótimo “Os Invasores de Corpos”, de 1978) interpretando o interesse amoroso do personagem de Walken. 

Enfim, “Na Hora da Zona Morta” não é uma mulher, mas sim um filme de fases (Perdoem o trocadilho musical infame). Aí você me pergunta: Quais são elas? E eu, enfaticamente, de maneira quase irritante, te respondo: Assista ao filme e descubra. 

Christopher Walken e seu sorriso contagiante em A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça


Não Perca o Frame: No início da trama, o personagem de Walken está lecionando aos alunos sobre o livro “A Lenda de Sleepy Hollow”. Anos mais tarde, sob a tutela de Tim Burton, ele interpretaria o famoso Cavaleiro sem Cabeça no filme de 1999. 



“Quando isso acontece... Quando o feitiço vem, é como se... Não sei. É como se eu estivesse morrendo por dentro.” – Johnny Smith. 


Na Hora da Zona Morta (The Dead Zone, EUA, 1983). Elenco: Christopher Walken, Martin Sheen e Tom Skerritt. Direção: David Cronenberg. 


TRAILER 




Fotos: Divulgação/Internet.
Informações adicionais: IMDB. 


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