segunda-feira, 9 de outubro de 2017

FRAMES-RETRÔ: Para a doença chamada violência, só existe uma cura: “Stallone Cobra”

Fábio Pereira 
xanderfbi@hotmail.com 

Em 1986, Sylvester Stallone já era um ator consagrado por protagonistas marcantes na indústria cinematográfica, como Rocky Balboa e John Rambo, mas o que poucos sabem é como um dos personagens mais icônicos de sua carreira foi criado. Muito antes de dar vida ao policial Marion Cobretti, ele estava escalado para ser o protagonista de outro clássico oitentista, Um Tira da Pesada (1984). Isso mesmo, meus caros leitores. Axel Foley deveria ter sido interpretado por Sly, que quis refazer o roteiro do filme, transformando-o numa produção mais voltada para a ação ao invés do humor. Com o sinal negativo da Paramount, Sly abandonou o projeto e levou todas suas ideias para essa obra que foi uma decepção nas bilheterias americanas, mas que se transformou em cult nas terras tupiniquins. 
Concebido para ser um fugitivo dos Anos 1950 (como bem ressalta seu parceiro Gonzales), a caracterização de Stallone como um implacável membro do Esquadrão Zumbi - numa Los Angeles onde o crime toma proporções alarmantes – não segue à risca o estereótipo de um personagem unidimensional, comum em filmes do gênero. Cobretti, com seus óculos espelhados, é um policial durão, mas tem nuances de um humor rasteiro, além de uma preocupação excessiva com alimentação saudável (!). Com essas facetas, opositores de peso eram essenciais para o funcionamento

O Assassino Noturno: eloquência não era sua especialidade

da trama. É aí que entra a gangue de fanáticos, liderada pelo Assassino Noturno - interpretado por Brian Thompson, um velho conhecido dos fãs da série Arquivo X – um psicopata que adora estripar suas vítimas com uma faca extremamente afiada e que quer construir uma “nova ordem”, eliminando os mais fracos da sociedade. Nesse contexto, é inserida a personagem de Brigitte Nielsen (de Um Tira da Pesada

Brigitte Nielsen nos tempos de "alimentação saudável"

II), uma modelo que teve o azar de presenciar um crime envolvendo os maníacos e que precisa ser protegida pelo “policial com problema de atitude”. 
Stallone Cobra é um prato cheio para os fãs do gênero Ação. Não faltam explosões, tiros e perseguições de carros eletrizantes, quase ao estilo da franquia “Velozes e Furiosos”. Além disso, a produção entra no hall da fama do cinema oitentista por produzir uma enorme quantidade de jargões cinematográficos, comumente lembrados, na íntegra, através da clássica versão dublada. 


Curiosidades sobre o filme 

Blooper Alert!

- Numa cena no começo do filme, um blooper é claramente visível. Quando Cobretti rasga a camiseta de um dos traficantes que estavam ocupando a vaga de estacionamento dele, pode-se ver, no peitoral do ator, um microfone colado com esparadrapo, utilizado pela produção do filme; 


Ele não disse as palavrinhas mágicas

- Um dos antagonistas do filme é um velho conhecido dos fãs da série Star Trek – Deep Space Nine. Andrew Robinson era o intérprete do misterioso cardassiano Garak; 

 

Vamos faturar?


- Nem só de bilheteria vive um filme. Stallone Cobra tinha sua dose de merchandising a olhos (bem) vistos; 


- Contagem de corpos: 52, sendo que 41 (!) foram mortos por Cobretti. 



“Cretino. Você adora dar tiro. Eu odeio gente assim. Você é imaturo. Você é um cocô e eu vou te matar.” – Cobretti. 

“Com louco eu não negocio, eu mato” – Cobretti. 

 “Não gosta de peixe? Peixe é bom.” – Cobretti. 



Stallone Cobra (Cobra, EUA, 1986). Elenco: Sylvester Stallone, Brigitte Nielsen e Brian Thompson. Direção: George P. Cosmatos. 



TRAILER 



Fotos: Divulgação/Internet.
Informações adicionais: IMDB. 



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